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terça-feira, 15 de março de 2011

Lady Gaga cria pulseira pelas vítimas do terremoto no Japão

A pulseira foi desenhada por Lady Gaga (Divulgação)


Lady Gaga colocou à venda em sua loja online uma pulseira branca - desenhada por ela - com os dizeres "Nós rezamos pelo Japão". O acessório custa US$ 5, mas é possível pagar um extra, que será doado pelas vítimas da tragédia.
Esta não é a primeira vez que Gaga usa sua fama para fins filantrópicos. No início de 2011, a pop star lançou um vídeo em prol dos militares homossexuais, que teve apoio também de Barack Obama.
A pulseira pode ser comprada aqui. http://ladygaga.shop.bravadousa.com/Product.aspx?cp=14781_42444&pc=BGAMLG88

Ingressos para as Olimpíadas à venda em LONDRES!

LONDRES - Os ingressos para a Olimpíada de Londres, em 2012, foram posto à venda nesta terça-feira e a primeira falha no sistema surgiu poucas horas depois. Pessoas com cartões Visa que expiram antes do final de agosto não foram capazes de processar suas ordens de compra.

A Visa é uma das patrocinadoras da Olimpíada e é o único cartão que pode ser usado para adquirir os bilhetes. "É uma questão com a Visa particularmente, como o site ou nossos sistemas", disse o comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

Esta terça-feira marca a contagem regressiva de 500 dias para a realização da cerimônia de abertura da Olimpíada de Londres, marcada para o dia 27 de julho de 2012. Na madrugada de segunda para terça-feira foi inaugurado um cronômetro gigante que marca o tempo restante para o início da Olimpíada.

Presidente do Comitê Organizador da Olimpíada de Londres, Sebastian Coe pediu aos torcedores para não ter pressa para fazer seus pedidos online pelos 6,6 milhões de ingressos que estão à venda. O prazo final é 26 de abril, e as pessoas não terão vantagem com por conta da data.

Os ingressos mais baratos para Olimpíada de Londres custam 20 libras, com os principais lugares para a final masculina dos 100 metros rasos sendo vendidos por 750 libras. Mais de 2,5 milhões de pessoas já se inscreveram para registrar o interesse em comprar bilhetes.


http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,londres-inicia-venda-de-ingressos-para-olimpiada,692242,0.htm




Let´s Pray!

quarta-feira, 9 de março de 2011

A Devassa Recatada


A até agora comportada e morena cantora Sandy é a nova garota-propaganda da cerveja Devassa Bem Loura para este Carnaval.
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Para quem não se lembra, a campanha Devassa do ano passado, estrelada pela polêmica socialite Paris Hilton, chegou a ser suspensa pelo Conar por ser considerada desrespeitosa às mulheres. Comenta-se no mercado que o cachê de Sandy será de US$ 1 milhão, US$ 300 mil a mais do que o de Paris. A nova campanha foi produzida pela agência de publicidade Mood.

Isso é que é slogan

Sérgio Batata não cursou faculdade – na verdade, ele não tem nem o segundo grau completo. Mas está fazendo mais sucesso que muito criativo renomado com os slogans para sua empresa, o Hospital das Panelas, de Brasília. O último deles é sucesso de público e de crítica. Ele colocou o cartaz com os seguintes dizeres na frente da loja: "Ao comprar uma panela de pressão, não importa o seu SEXO, ganhe GRÁTIS uma maravilhosa caneca AQUI, no Hospital das Panelas." Não foi sua primeira criação. Ele já usou um cartaz com Osama Bin Laden segurando uma panela de pressão e o slogan: “Cuidado que explode”. Além da exposição do Hospital das Panelas, as vendas aumentaram 80%.

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Fonte: http://www.istoedinheiro.com.br/blogs-e-colunas/coluna/7_MIDIA+CIA

domingo, 6 de março de 2011

Novo exame de sangue pode prever síndrome de Down

Teste pode eliminar o risco de aborto espontâneo dos exames que atualmente são aplicados em gestantes

Novo método prevê apenas um exame de sangue para detectar a Síndrome de Down nos fetos


Novo método prevê apenas um exame de sangue para detectar a Síndrome de Down nos fetos (Getty Images)

Em breve, os atuais exames invasivos que preveem a possibilidade de uma criança nascer com Síndrome de Down darão lugar a um simples exame de sangue. É o que promete um estudo publicado no periódico Nature Medicine conduzido por pesquisadores do Chipre. Eles afirmam que o teste feito com 40 gestantes previu com precisão os fetos que tinham risco de apresentar a síndrome. Para tanto, foi utilizado o sangue da mãe.

Philippos Patsalis, diretor médico do Instituto Chipre de Neurologia e Genética, que comandou o estudo, disse que os resultados são "muito instigantes". O experimento precisa ser testado em um estudo maior, com cerca de mil gestações, mas mudanças em práticas clínicas já poderão aparecer dentro de dois anos.


"Acreditamos que poderemos modificar este exame, tornando-o muito mais fácil e simples, e então teremos algo para ser introduzido na prática clínica," disse Patsalis.
A síndrome de Down é um distúrbio genético e ocorre em um de cada 700 bebês nascidos vivos em todo o mundo. O risco de ter um bebê com síndrome de Down - que ocorre quando uma criança tem três cópias do cromossomo 21, em vez das duas normais - aumenta com a idade da gestante. O risco incorrido quando a mãe tem 40 anos é 16 vezes maior que o de uma mãe de 25.

Atualmente, os médicos usam um exame chamado amniocentese para verificar a probabilidade de um bebê nascer com a síndrome de Down. O exame geralmente é realizado com 15 ou 16 semanas de gestação e exige a retirada de líquido amniótico da mãe, com a inserção de uma agulha no útero. Como a amniocentese traz um pequeno risco de aborto espontâneo - que Patsalis avaliou em 1 ou 2 por cento -, cientistas vêm buscando maneiras menos invasivas de fazer exames para Down e outras doenças genéticas.


O método de Patsalis usa uma pequena amostra de sangue que é retirada da mãe entre a 11ª e a 13ª semana da gestação. A presença de cópias extras do cromossomo 21 no feto é detectada com a análise do sangue materno. Em uma amostra pequena, a equipe de Patsalis diagnosticou corretamente 14 casos em que havia cópias extras do cromossomo, além de 26 fetos normais. "A abordagem não invasiva vai evitar o risco de aborto espontâneo provocado pelos procedimentos atuais, mais invasivos," escreveram os cientistas, no artigo.


Em julho do ano passado, cientistas holandeses já haviam anunciado um exame similar.
(Com Agência Reuters)


Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/cientistas-desenvolvem-exame-de-sangue-para-prever-sindrome-de-down

quinta-feira, 3 de março de 2011

Meu filho não dorme

Amigas, leitoras, mamães, adorei esse texto da revista Pais e Filhos desse mês (fev/2011) e gostaria de dividir com vocês.
Lana.M


Deixar a criança dormir na cama dos pais não a ajuda a crescer, pelo contrário.

A psicanálise infantil relaciona os distúrbios do sono aos sentimentos ambivalentes dos pais em relação à separação. Vários trabalhos descrevem de forma cristalina o impacto dos sentimentos dos pais sobre a separação com os filhos e de como é comunicada a eles.O fato é que, nos dias de hoje, muitas famílias precisam de camas cada vez maiores para acomodar os filhos que abordam o leito do casal como “Piratas do Caribe” e ficam enfiados sob as cobertas. A faixa etária destes acomodados piratinhas está entre os 2 e os 5 anos.


É INTERESSANTE REFLETIR SOBRE AS DIFICULDADES DE MUITOS PAIS EM COLOCAR LIMITES HORÁRIOS E TERRITORIAIS PARA SEUS FILHOS IREM SE DEITAR E TAMBÉM EM DIZER NÃO QUANDO TENTAM DORMIR NA CAMA DELES. OS PAIS TENTAM RACIONALIZAR DIZENDO QUE É GOSTOSO DORMIR JUNTINHOS (ISSO DEVERIA ACONTECER ENTRE MARIDO E ESPOSA) E ACRESCENTAM QUE ESTIVERAM O DIA TODO TRABALHANDO (PARECE QUE ESTÃO PAGANDO UMA DÍVIDA). OUTROS SIMPLESMENTE, ESTIMULADOS POR CERTAS TEORIAS, ACHAM QUE ISSO NÃO TEM NADA DE ERRADO E AINDA BRINCAM, DIZENDO: “QUANDO CASAR, NOSSO FILHOTE VAI DORMIR NA SUA CAMA!”
Na realidade, existe o medo da separação, o sentimento de perda, às vezes até medo da morte. Por isso, muitos pais chegam, várias vezes, ao quarto do filho para ver se ele ainda respira. Os adultos e as crianças, ao deixar-se cair no sono, penetram em um território no qual não se tem mais o controle e ficam reféns de pesadelos tempestuosos. É como se fosse uma viagem a locais amedrontadores e, por isso, desejamos bons sonhos, dormir com os anjos, e todas as expressões que marcam uma partida e um retorno.

Claro que a visão dos pais sobre o sono vai influenciar aquilo que a criança acha sobre essa região nebulosa entre a vigília e o sono. Luz acesa ou desligada, porta aberta ou porta fechada, silêncio ou barulho e solidão ou companhia, são elementos antecipatórios dos prováveis perigos durante o sono. Às vezes, a causa pode ser problemas conjugais, por isso uma boa pergunta a ser feita é: “A serviço de quê ou de quem aparece o problema da noite?”

Uma criança, na cama dos pais, pode esconder um distanciamento que os adultos querem colocar entre si ou evitar o sentimento de solidão de um dos pais e ao mesmo tempo se erige como uma barreira.


Deixar um filho passar as noites com os pais de maneira constante não o ajuda a crescer. Ele não consegue se tornar autônomo ou levantar estratégias para solucionar seus problemas.


Qualquer atitude ou discurso que tentem aplacar os medos ou fantasias infantis não terão o mesmo efeito que deixar a criança viver a experiência, “sobreviver” a ela e sentir orgulho de superar o medo por ela mesma.
Doces sonhos para todos!

Leonardo Posternak - Colunista da revista Pais e Filhos.
http://www.revistapaisefilhos.com.br/colunistas/7

terça-feira, 1 de março de 2011

Cartaz infeliz da PCR libera uso de drogas no Carnaval

Só não pode se drogar se for dirigir, ok?

Vejam que título maluco desse cartaz da Prefeitura do Recife. Quiseram dizer que usar drogas pode, contanto que não dirija? Absurdo, não! Um sinal dos tempos, em que se pede que as pessoas consumam drogas com moderação? Não são coisas comparáveis, consumir álcool não é crime. Já drogas, sim...





Fonte: http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/03/01/cartaz_infeliz_da_pcr_libera_uso_de_drogas_no_carnaval_so_nao_pode_dirigir_drogado_viu_93549.php

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Omelete da Dilma

Meu Deus! Que país é este em que a presidente vai a um programa de culinária preparar um omelete para a apresentadora e três ministros? Tudo bem que ela quer difundir sua imagem de defensora das mulheres mas existem maneiras melhores do que aparecer num programa de TV para cozinhar.
 Que tal um de seus ministros sugerir a melhora das delagacias da mulher? Que apesar da existencia da Lei Maria da Penha, muitas vezes, não possuem recursos para fazer cumprir com todas as suas implicações? É muito show para pouca ação.

Não me entendam mal, não sou contra essa ou outra presidenta. Em seu discurso da vitória eu chorei de emoção. Apenas como eleitora cidadã brasileira, que se emocionou com seu discurso, quero ver mudanças. Quero ver a erradicação da pobreza prometida. Quero ver o papel da mulher em nossa sociedade sendo dado o seu devido valor e respeitado. Quero ver a que veio a presidenta e para quem dei meu voto. Quero progresso! Será esse o objetivo da aparição da digníssima no programa matutino? Se for, estou aqui como telespectadora rezando.


Esse nosso Brasil precisa de foco: de preferência em seu povo!
Não percam esse show... amanhã na tv Globo.
Lana.M



A omelete da Dilma

Foi apenas uma omelete, mas deixou tensos três ministros: no momento em que Dilma Rouseff preparava hoje de manhã a iguaria diante das câmeras da Globo, no programa de Ana Maria Braga, Gilberto Carvalho, Luiz Sérgio e Helena Chagas, respectivamente secretário-geral da Presidência, ministro das Relações Institucionais e da Comunicação Social, prenderam a respiração.
E só a soltaram quando Dilma conseguiu fazer tudo direitinho e até virar a omelete de queijo. E olha que o programa era gravado (será exibido amanhã). Se ficou boa a omelete? Pergunte ao Louro José. Foi o papagaio do programa quem provou o prato.
A propósito, o almoço de Dilma com a direção da Globo (incluindo Roberto Irineu Marinho, José Roberto Marinho e João Roberto Marinho; a direção de jornalismo; o diretor-geral, Octavio Florisbal, e Boninho, diretor do programa) foi no próprio estúdio do programa. Sem omelete.
Por Lauro Jardim
 Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/governo/dilma-deixa-3-ministros-tensos-por-causa-de-omelete-provada-por-louro-jose/

“O mundo é masculino e assim deve permanecer”


A lei Maria da Penha é um conjunto de regras diabólicas. Se essa lei vingar, a família estará em perigo. Ora, a desgraça humana começou no Éden: por causa da mulher. As armadilhas dessa lei absurda tornam o homem tolo, mole. O mundo é masculino e assim deve permanecer. No caso de impasse entre um casal, a posição do homem deve prevalecer até decisão da Justiça, já que o inverso não será do agrado da esposa.


Releia o parágrafo acima, mas agora entre aspas. O autor dessas palavras é o juiz mineiro Edílson Rumbelsperger Rodrigues. Ele disse exatamente tudo isso em sentença, em 2007, ao julgar homens acusados de agredir e ameaçar suas mulheres. A Lei Maria da Penha existe desde agosto de 2006. Ela aumenta o rigor a agressões domésticas. Seu nome é uma homenagem à biofarmacêutica Maria da Penha Maia. Após duas tentativas de assassinato pelo marido em 1983, ela ficou paraplégica. O marido, Marco Antonio Herredia, foi preso após 19 anos de julgamento e ficou só dois anos em regime fechado.

Em novembro do ano passado, o juiz Rodrigues foi suspenso por dois anos pelo Conselho Nacional da Justiça por suas “considerações preconceituosas e discriminatórias”. Na última terça-feira à noite, o ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, cancelou a punição. Defendeu a liberdade de pensamento dos magistrados. Para Marco Aurélio, a opinião de Rodrigues é “uma concepção individual” e “suas considerações são abstratas”. Segundo o ministro, não é preciso concordar com o juiz, mas a punição seria um exagero.


Na sexta-feira, tentei entrevistar Rodrigues. Por meio da assessoria da Associação dos Magistrados de Minas Gerais, ele informou que não vai falar sobre o assunto até o julgamento final do Supremo. Ditou uma nota aos assessores: “Meu pronunciamento pessoal seria mais prudente depois da decisão definitiva do STF, na qual evidentemente confiamos”. Rodrigues já conta com a solidariedade do ministro Marco Aurélio. Um sinal de que poderá ser definitivamente reabilitado.
Por muito tempo, Rodrigues sentiu-se perseguido. “Fui mal interpretado”, disse na ocasião, em 2007. Explicou que não ofendeu ninguém e, em sua sentença, citou até “o filósofo Jesus”. Mas admitiu achar a Lei Maria da Penha um “monstrengo tinhoso”, que leva a um “feminismo socialmente perigoso”. Segundo Rodrigues, alguns colegas concordam com ele, mas não têm coragem de dizer isso publicamente. Ele se considera um defensor do gênero feminino: “A mulher não suporta o homem emocionalmente frágil, pois é exatamente por ele que ela quer se sentir protegida”.

A frase do juiz língua solta nos leva a refletir sobre os limites da liberdade de expressão


O caso do juiz língua solta de Sete Lagoas, Minas Gerais, nos leva a refletir sobre os limites da liberdade de expressão. Podemos pensar o que der na telha. Falar é mais complicado. Especialmente quando ocupamos um cargo importante e representamos uma instituição. Mais delicado ainda é um juiz ter uma “concepção individual” que contrarie uma lei instituída. Digamos que, em casa, no domingão com a família, ou nos bares de Sete Lagoas, o cidadão Edílson desça o sarrafo na Lei Maria da Penha. Tudo bem. Mas usar sua convicção de superioridade masculina para julgar e proferir sentenças o torna pouco confiável para avaliar processos de agressão no lar. Ou não?

Gafes de pessoas públicas têm um preço. A presidenta Dilma repreendeu o general José Elito por ter declarado que os desaparecidos na ditadura militar são “um fato histórico”. O general foi obrigado a pedir desculpas. O papa Bento XVI repreendeu o bispo britânico Richard Williamson por negar o Holocausto. Williamson pediu perdão. A presidenta do Flamengo, Patricia Amorim, repreendeu o ex-goleiro Bruno por perguntar, em defesa de Adriano: “Qual de vocês, casado, nunca brigou ou até saiu na mão com a mulher?”. Bruno pediu desculpas. Ele está preso, acusado de agredir e fazer sumir a ex-amante e mãe de seu filho Bruninho.

Todos os acusados – juiz, general, bispo, goleiro – se disseram “mal interpretados”. Queria saber se o juiz Edílson Rodrigues repetiria tudo o que pensa diante de Dilma. Algo me diz que ela tem apreço pela Lei Maria da Penha e não acha o mundo masculino.


Ruth de Aquino
Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca

J’ACCUSE !!! - Eu também acuso!

Gostei muito do texto. estava eu um dia desses a discutir o assunto com minha mãe, PHD em Educação, sobre a má interpretação e aplicação do construtivismo em nossas escolas. Eis que a motivação desse texto pode muito bem ser consequencia desse fato.
Leiam, choquem-se, comentem!
Lana.M

J’ACCUSE !!!


Tributo ao professor Kássio Vnícius Castro Gomes


Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice. (Meu dever é falar, não quero ser cúmplice.) Émile Zola


Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que... estudar!).
A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.
O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.

Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática.

No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”.

Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.” Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando...

E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar ‘tudo isso que está aí’; “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.”

Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno – cliente...


Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”.


Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar. Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público.


A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:


EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;
EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos”e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;

EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;


EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;


EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;


EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;


EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;


EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;
EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;


EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;
EU ACUSO os “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito;

EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;
EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição;
EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;
EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;


Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos - clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.


Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.
A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão.

Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci.

Portanto, você pode ser o próximo.”


Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.



Igor Pantuzza Wildmann , Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário.




Fonte: http://www.wildmannadv.com.br/artigos/artigo08.html

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Veja na net: Todos já sabem?

Acervo da Revista VEJA...
A revista VEJA abre todo o seu acervo de 40 anos de existência na internet.Todas as edições de VEJA poderão ser consultadas na íntegra na web.
           http://veja.abril.com.br/acervodigital/
         
A revista liberou o acervo em comemoração ao seu aniversário de 40 anos. A primeira edição de VEJA foi publicada em 11 de setembro de 1968.           
O sistema de navegação é similar ao da revista em papel: o usuário vai folheando as páginas digitais com os cliques do mouse.. O acervo apresenta as edições em ordem cronológica, além de contar com um sistema de buscas, que permite cruzar informações e realizar filtros por período e editorias. Também é possível acessar um conjunto de pesquisas previamente elaborado pela redação do site da revista, com temas da atualidade e fatos históricos.
Com investimento de R$ 3 milhões, o projeto é resultado de uma parceria entre a Editora Abril e a Digital Pages e levou 12 meses para ficar pronto. Mais de 2 mil edições impressas foram digitalizadas por uma equipe de 30 pessoas. O banco Bradesco patrocinou a iniciativa.

Ao leitor (a)

Obrigada por prestigiar meu blog.

Leia também meus posts anteriores. Todos os textos encontram-se divididos entre os MARCADORES na coluna à direita!

Comente, opine. Adoraremos ouvir o que você tem a dizer! :)

Lana M.